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Sofisticação é aqui mesmo: num dos bairros mais caros do mundo, num hotel que é sinônimo de luxo e de elegância, na capital da moda e do bom gosto. Quer mais? O Hemingway Bar rende no seu nome homenagem ao frequentador assíduo, que ganhara fama como escritor, como bom vivant e como bebedor empedernido. Fica no Hotel Ritz de Paris, construído em 1898 no exclusivo bairro XVI, mais precisamente na Place Vêndome. Foi neste hotel onde passou sua última noite a Princesa Diana, uma entre muitos frequentadores ilustres.
O Hemingway é a escolha de turistas milionários e de vizinhos do bairro. O ambiente é aconchegante e convida à distensão. As paredes estão revestidas em madeira nobre e as poltronas são de couro. Vinte e cinco fotografias tiradas pelo autor de “Adeus às Armas” e “Por Quem os Sinos Dobram”, e um pequeno busto em bronze, completam a homenagem. Ou quase: no cardápio, os uísques que ele preferia, além de cervejas do mundo todo, e tapas espanholas, que lembram sua passagem pela Espanha na Guerra Civil.
Colin Field, eleito o melhor barman do mundo em 2001, é quem comanda. Sugestões? Por cerca de 35 euros, o próprio barman recomenda algumas de suas invenções, como o Cider Ritz (suco de maçã com champanhe), ou a mais forte Kashenka (vodca polonesa com morangos) ou o bem dosado Lemon Charlie (com limoncello di Piavi).
15 de Outubro de 2009 às 12:56
Multitour Viagens
Paris pode ser mais do que a Torre Eiffel, o Louvre e as compras de liquidação. Segue uma proposta de cinco passeios que mostram um lado diferente da cidade mais visitada pelos turistas:
Passeio 1: Promenade Plantée, no 12do. arrondissement, Metrô Bastille
Este, que foi um viaduto para o tráfego das linhas de trem, construído em 1859, transformou-se num caminho para pedestres. Ao todo, são quase 4 quilômetros com diversos tipos de flora (roseiras, trepadeiras, limeiras e aveleiras) e, à sua volta, pelas janelas dos apartamentos, a vista fica mais ampla, com os pátios e os telhados de Paris. A parte mais elevada do caminho está conectada com as trilhas das bikes pelo traçado reto da floresta de Vincennes.
Passeio 2: Viaduto das Artes, também no 12do. arrondissement, Metrô Bastille
Ao andar pelas ruas pavimentadas você pode ver as lojas embaixo do viaduto. Há móveis, tapeçarias, fantoches. São mais de 50 diferentes artesãos que trabalham numa variedade de estilos e materiais, e que fazem do Viaduc des Arts um shopping a céu aberto. De quebra, por perto há cafés e lugares para comer.
Passeio 3: Rua Mouffetard, no 5to. arrondissement, Metrô: Censier-Daubenton ou Maubert-Mutualité
Uma rua muito turística, repleta de história. A Rua Mouffetard está num dos locais de conservação mais antiga e minuciosa de Paris, o que nos remete aos tempos romanos. Ali estão muitos restaurantes pequenos, antigos estabelecimentos, tavernas, açougues, vendedores de queijos e butiques variadas. E aos domingos, no quarteirão da igreja, a céu aberto, há um mercado de peixes frescos, frutas e vegetais, frios e queijos.
Passeio 4: Canal Saint-Martin, no 10do arrondissement, Metrô Republique
Ao longo do Canal Saint-Martin, construído em 1800, percorrer a Place de la Republique em direção à Place de la Bastille de Stalingrad é uma agradável experiência. Aos domingos, o Quai de Valmy e o Quai de Jemmapes, ruas paralelas ao canal, ficam abertas apenas para pedestres e bikes. Existem ainda as barcaças comerciais que trafegam pelo canal.
Passeio 5: Port de Plaisance de Paris-Arsena, no 12do. arrondissement, Metrô: Bastille
O que fora um dia um ancoradouro da marinha francesa, hoje alberga velerios, iates e umas muito charmosas casas flutuantes. O porto liga o Sena com o Canal Saint-Martin, que leva à nascente do Canal de La Villette. Este é o percurso que fazem os cruzeiros que daqui partem. Relaxar na beira das águas calmas embaixo das árvores é uma agradável alternativa ao ritmo corrido das ruas de Paris.
5 de Outubro de 2009 às 15:39
Multitour Viagens
Não é, como temos tendência a acreditar, um mal exclusivo de nossas praias aproveitar-se dos turistas ou tirar um dinheiro extra daquele freguês que não conhece a língua ou os costumes. Acontece também em cidades mais “civilizadas”. Paris, por exemplo. É o que afirma um levantamento do site Rue89, que resolveu testar a honestidade dos garçons e dos patrões locais escondendo uma jornalista no meio de um grupo de jovens americanas. O resultado foi claro: o turista paga mais.
A experiência começou num café, na Ile de la Cité. A conta: 6,80 euros o café au lait (café com leite), 13 euros a cerveja. Muito mais do que um parisiense iria, normalmente, pagar. Como isso aconteceu? O pedido foi feito em inglês: “Two coffees, two hot chocolates and one beer, please”. O garçon pergunta, sem mencionar preços: “Coffees with milk?”; e responde o cliente: “yes, please”. Frase que irá lhe custar 3 euros a mais. “And the beer, medium or large?”: o jornalista, assumindo que “large” será uma “pint” (cerca de meio litro, medida usada nos EUA), pede a segunda. Vem um litro. Ou seja, “a large beer” não significava uma “pint”, mas um litro.
É assim que você paga a mais quando visita Paris. Não será cobrado um preço errado, diferente do que consta no cardápio, o que seria fora da lei. Mas pagará por porções maiores, exageradamente caras. Dentro da lei. Ou quase: em alguns casos, os restaurantes “esquecem” de colocar bem visíveis os preços das porções extras que são propostas aos turistas. Uma salada, oferecida en passant: 5 euros extra. O café do parisiense, 2 euros; o do turista, já é 7.
“É verdade: praticamos três tipos de preço: habitués, turistas e o resto”, disse ao site francês um garçom de Saint-Michel, um dos bairros mais visitados por turistas. E agregou: “As pequenas trapaças são propor complementos sem especificar que serão cobrados a mais, encher de gelo um copo de Coca; servir no copo uma soda comprada muito barata, quando o cliente pede uma Sprite. Dizer que na calçada serve-se uma certa quantidade mínima, ou se recusar a servir quem parece não querer gastar muito. Ou, ainda, se negar a fornecer um copo d’água, dizendo que há somente em garrafa”. Pois é: mesmo em Paris, ande com cuidado.
10 de Setembro de 2009 às 15:52
Multitour Viagens
O mito diz que devem o nome ao seu criador, Jean-Sébastien Mouche, mas a verdade é que tal sujeito, que ganhou até biografia, nunca existiu. A lenda e o livro foram a ideia de um publicitário esperto para divulgar a nova proposta turística parisiense. A história real é que estes barcos, adequados para passar por baixo das pontes, eram construídos no estaleiro La Mouche, de Lyon, cidade no sul da França. Daí o nome.
O Bateau Mouche fez sua primeira aparição na Exposição Universal de Paris de 1867, como vencedor do concurso organizado pela Exposição para criar um meio de transporte que concorresse com o metrô e o bonde. O serviço foi efetivamente implantado e funcionou por mais de 50 anos, até 1934. Foi só em 1953 que ele foi relançado, desta vez para passeios turísticos pelo Sena, permitindo a vista de vários dos mais belos monumentos da cidade, como a Catedral de Notre Dame, o Grand Palace e, claro, a Torre Eiffel. Desde então, mais de 150 milhões de turistas já percorreram a Cidade Luz pelo Sena nestes barcos.
Hoje, além do típico passeio turístico, há também a possibilidade de se almoçar ou jantar com refeições preparadas por chefs das melhores escolas da gastronomia francesa.
Embarca-se ao lado do Pont de l’Alma, no Port de la Conférenc, para um passeio de pouco mais de uma hora. O circuito mostra Paris pelo Sena entre a Estátua da Liberdade (igual à de Nova York, num tamanho bem menor), até a Ile Saint Louis, passando Notre Dame. Entre abril e setembro, os horários vão de 10h15 até 19 horas, e entre outubro e março, das 10h 15 até às 21 horas. Custa 10 euros para maiores de 12 anos, 5 euros para crianças entre 4 e 12 e é de graça para menores de 4 anos. Maiores de 65 também pagam 5 euros.
Para almoçar, só aos sábados, domingos e feriados, e o preço é mais salgado. O menu sai por 50 euros (25 euros para crianças) e incluem receitas da alta gastronomia francesa como foie gras de entrada e pato de prato principal, além de opções internacionais. Também é possível jantar em menus que vão de 95 a 135 euros, com várias opções de entradas, prato principal e sobremesas, e além de bebidas, como um aceitável vinho Saint Emilion. O Excellence tem mais opções. Pode-se jantar todo dia da semana, e o Bateau Mouche sai às 20h30. Música ao vivo tanto nos almoços como nos jantares. Horários, reservas e informações no site www.bateaux-mouches.fr/reservations.
Além da própria Compagnie des Bateaux Mouches (o nome é marca registrada), há outros prestadores de serviços semelhantes:
Batobus
Com o Batobus, o conceito é diferente: o barco faz escalas em oito pontos de Paris, como a Torre Eiffel, os Champs Elysées ou o Louvre. Os passageiros podem descer, passear pelas redondezas e pegar algum dos barcos seguintes, que passam aproximadamente de 20 em 20 minutos, para continuar visitando a cidade. O acesso é ilimitado e os passes podem durar até cinco dias consecutivos. Os preços vão de 12 euros para adultos e 6 euros para menores de 16 anos para o passe diário, até 19 euros adultos 9 euros menores de 16 anos. O passe de cinco dias sai por 55 euros. www.batobus.com
Vedettes du Pont Neuf
O passeio clássico, semelhante ao do Bateau Mouche, por um bom preço, com Vedettes du Pont Neuf. A travessia dura uma hora e passa pelos pontos típicos: Torre Eiffel, Notre Dame, Louvre, Place de la Concorde. A empresa também oferece passeios pelo menos turístico mas também bonito Canal St Martin. Custa 12 euros, mas comprando pela internet (http://www.vedettesdupontneuf.com) entre junho e setembro sai por 7 euros - 11 euros para o passeio no Canal St Martin.
8 de Setembro de 2009 às 17:37
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