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A geleira de San Rafael é a mais famosa da Patagônia chilena, e foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Vestígio da última glaciação, é composta por camadas de gelo de mais de 30 mil anos e se estende como um braço desde o campo de gelo, a 3 mil metros de altura, para chegar até a Laguna San Rafael. Acaba numa parede de até 70 metros de altura, da qual soltam-se pedaços de gelo: são os icebergs, que flutuam na superfície da lagoa, conectada ao mar.
É pelas águas desta lagoa que se pode conhecer a geleira, no circuito atendido pela Skorpios, companhia de navegação pioneira na Patagônia chilena. Embarca-se no Skorpios I!I, navio com 55 cabines que parte de Puerto Montt, cidade de 110 mil habitantes que fica a uma hora e meia de avião de Santiago do Chile (900 km de distância), localizada no fundo de uma baía e com vista para os vulcões Osorno e Calbuco.
O cruzeiro, antes de chegar em San Rafael, visita povoados como Melinka, Puerto Aguirre e a cidade de Castro. A viagem de sete dias permite descobrir, com todo o conforto, a magia da região, incluindo a mítica ilha de Chiloé, e ainda comprar produtos do artesanato. Isso, claro, além de experimentar a rica culinária local, com variedades marinhas desconhecidas no Brasil, como um marisco vermelho denominado piure e um caranguejo gigante, a centolla. Tudo isso sempre acompanhado de vinhos acima de bons.
20 de Agosto de 2009 às 15:01
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Foto: Algarrobo - Região de Valparaíso
Uma cidade portuária com casas coloridas e rodeada por 45 cerros (morros), cada um com sua visão particular do Oceano Pacífico. Assim é Valparaíso, patrimônio cultural da humanidade –aquele velho título da Unesco para cidades charmosas e com história nas fachadas de suas casas. Seus elevadores centenários, que facilitam a subida em alguns desses morros, suas construções antigas e o espírito alegre e boêmio de seu povo encantam qualquer turista. Suas ruas, estreitas e cheias de beleza, são um convite para andar sem preocupação, sempre com uma câmera em punho para registrar o colorido da cidade.
As vocações para pesca e atividades portuárias fazem de Valparaíso a capital da 5ª Região –que corresponde aos Estados brasileiros. Está 118 km a noroeste de Santiago. Não consta uma data oficial de fundação da cidade, mas acredita-se que tenha sido descoberta pelo explorador espanhol Juan de Saavedra em 1536. De uma cidade com população inexpressiva no período colonial, Valparaíso chegou a 300 mil habitantes e se tornou o principal porto do país.
A pouco menos de 100 km de Valparaíso, há ainda a praia de Isla Negra, onde fica uma das famosas casas do poeta chileno e prêmio Nobel de Literatura, Pablo Neruda (1904-1973). Além de estar fora da cidade, a casa talvez seja a que mais simboliza o imaginário do escritor por conta da quantidade de objetos dele depositados ali. Se você tiver tempo e for verão, vá à praia em frente à casa após a visita. Sinta um pouco da água gelada do pacífico e o barulho das ondas do mar soar nas rochas negras que ficam na beira.
Valparaíso reúne muitos universitários, o que explica um pouco o seu clima boêmio e a sua efervescência cultural. Discotecas e bares se espalham pela parte mais antiga da cidade, principalmente nas calles Blanco, Errázuriz e na subida Ecuador. O Museo al Cielo Abierto e La Sebastiana –casa de Neruda em um dos pontos mais privilegiados da cidade– talvez sejam os locais que traduzem de forma mais poética Valparaíso, que parece ter um ar de cidade latina à beira do mediterrâneo. Sim, o clima lá é mediterrânico: a oscilação de temperatura na cidade durante o ano é alta. No verão, oscila entre 12°C e 30°C; no inverno, de 5°C a 15°C. No entanto, os ventos em Valparaíso são fortes e frios. Leve agasalho em qualquer parte do ano.
Passear por suas ruelas, observar seus grafites nos muros e paredes antigas e reparar no ritmo caótico de suas casas e de seu trânsito talvez sejam as melhores formas de traduzir a poesia desta cidade portuária.
10 de Agosto de 2009 às 11:58
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Principal destino de veranistas no litoral do Chile e conhecida como “La Ciudad Jardín” , Viña del Mar é o típico exemplo de um município que vive do turismo. O visitante vai encontrar toda uma infra-estrutura de hotelaria e gastronomia e uma cidade planejada, com um patrimônio arquitetônico e histórico bem cuidado ao lado de edifícios modernos de sua orla. Com cerca de 330 mil habitantes e a 119 km de Santiago, Viña possui diversos atrativos, tanto para os chilenos como para os visitantes estrangeiros. A começar pelas áreas de praia (são 3,5km, além das que ficam fora da cidade), motivo de grande movimentação durante o verão.
Por conta da vocação turística da cidade, diversos atrativos foram criados para atrair os visitantes, com destaque para o Festival de La Canción, que acontece em fevereiro, e o Festival de Cine de Viña del Mar, em outubro.
“Ciudad Jardín”
Logo na entrada de Viña del Mar, percebe-se sua vocação para plantas e jardins floridos: trata-se do Reloj de Flores, ponto de confluência de turistas, sempre com câmeras em punho. Sem dúvida, é um dos grandes símbolos da cidade. Essa característica marcante rendeu a Viña o apelido de “Ciudad Jardín”. O costume pode ser observado no Jardim Botânico de Viña del Mar, nos passeios pela orla ou nos arredores da cidade.
O Parque Nacional La Campana, a 40 km do balneário, foi visitado pelo cientista Charles Darwin e, na ocasião, ele definiu o morro La Campana como uma de suas melhores experiências na América do Sul, devido à diversidade da flora e da fauna do lugar. Hoje o local tem infra-estrutura para receber visitantes, inclusive com possibilidade de acampar. A melhor época para conhecê-lo é durante a primavera (no inverno, o frio incomoda e, nos verões mais secos, há perigo de incêndio).
Apesar de os pacotes de viagem sempre destinarem um dia para conhecer Viña del Mar e Valparaíso, não deixe se levar por esta pouca importância dada a estas cidades tão diferentes em seu caráter e beleza, mas tão próximas em termos geográficos. Reserve tempo para conhecê-las. Vai valer a pena!
7 de Agosto de 2009 às 11:59
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Por pouco o arquipélago de Chiloé, no Chile, não virou mito. Em maio de 1960, mar e terra se uniram para serem os protagonistas de uma das maiores tragédias naturais do país: o terremoto que, acompanhado de um maremoto, atingiu impressionantes 9,5 pontos na escala sísmica.
As águas retrocederam três vezes e, com a fúria de um tsunami, alagaram anos de história dos huilliches, “homens do sul”, em língua mapuche, considerados os principais indígenas da região; levaram casas de madeira de cipreste sustentadas sobre palafitas, um dos maiores símbolos chilotes; destruíram todos os edifícios públicos de Ancud; e deixaram mais de 800 habitantes mortos ou desaparecidos. Até o pacato rio Pudeto ganhou força e virou mar após o alagamento na região.
No entanto, a força da natureza foi incapaz de apagar o imaginário popular de Chiloé e suas fantásticas histórias que fazem a fama desse destino chileno localizado a pouco mais de 80 km de Puerto Montt, na Região dos Lagos, e do outro lado do canal Chacao.
3 de Agosto de 2009 às 15:40
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