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Capital do Maranhão e do Reggae

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São Luís é capital do Maranhão e do reggae ao mesmo tempo. Banhada por mar e rio, a cidade que no século 19 se cobriu de azulejos portugueses para melhor resistir ao calor da zona equatorial virou também sinônimo de Patrimônio Cultural da Humanidade.

O título veio uma década atrás, em 1997, quando a Unesco confirmou o Centro Histórico como “testemunho excepcional de tradição cultural”. Somando-se os tombamentos federal e estadual, são cerca de 3.500 edificações dos períodos colonial e imperial, entre sobrados, palácios, igrejas e casas de porta e janela, em diferentes estados de conservação.

Uma visita ao bairro da Praia Grande, antiga zona portuária, costuma começar pela rua Portugal, onde sobrados de até quatro pavimentos são revestidos de cerâmicas coloridas de cima a baixo. O azulejo ajuda a refletir os raios solares, protegendo os moradores do calor e também conservando as fachadas contra as chuvas torrenciais do primeiro semestre. Em São Luís, o calor e chuva não são para amadores.

O reggae de inspiração jamaicana se impõe entre as animadas manifestações culturais da região e compete com o bumba-meu-boi em popularidade e lazer para multidões. Existe até o Dia Municipal do Regueiro: 5 de setembro.

Cultura negra onipresente

Fundada por franceses em 1612 e reconquistada pelos portugueses três anos depois, a capital está localizada na parte ocidental da Ilha de São Luís, no Golfão Maranhense. Os rios Bacanga e Anil banham a região central, compondo uma bonita paisagem com o Palácio dos Leões, antiga fortaleza. No sentido centro-bairro, a partir da ponte Presidente José Sarney começa a orla com as principais praias: Ponta d´Areia, São Marcos, Calhau.

Com cerca de 960 mil habitantes, São Luís pode ser comparada a capitais como Salvador e Rio de Janeiro quando o assunto é a força da cultura negra, presente nas festas populares e rituais afro-brasileiros. Exu, tranca-rua, Ogum, encruzilhada, Casa de Nagô e pomba-gira, por exemplo, são termos das canções de Zeca Baleiro e Rita Ribeiro, dois artistas do Maranhão, terra natal da cantora Alcione e dos poetas Gonçalves Dias e Ferreira Gullar.

Em 2007, a dança tambor de crioula, que homenageia São Benedito, foi promovida a Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, um título já concedido pelo governo federal a outras preciosidades como o frevo pernambucano e o ofício das baianas do acarajé. A história da escravidão também constrói o tambor de mina, o nome para a religião afro-brasileira local. Na costa africana, os escravos eram embarcados desde o Porto de São Jorge Del Mina, e o termo passou a identificar etnias da população negra.

No enredo do bumba-meu-boi, duas das figuras principais são escravos: Catirina e o marido que, tresloucado de amor, mata o boi do patrão para que a mulher, grávida, realize o desejo de comer a língua do bicho. A festa junina do “boi” tem a complexidade dos diversos sotaques, os ritmos de zabumba, matraca ou orquestra, e uma infinidade de cores e brilhos nas roupas e adereços dos participantes.

Museus como Casa do Maranhão, Cafuá das Mercês e Centro de Cultura Popular oferecem aos turistas uma ótima oportunidade de conhecer melhor a história das festas e rituais. Além de protegê-los contra o calor em ambientes refrigerados.

Não bastasse a ausência da cor azul que marca as águas da orla nordestina, as principais praias de São Luís são poluídas, resultado de prolongado descaso com o saneamento básico. A má notícia foi confirmada em 2007 numa pesquisa da UFMA (Universidade Federal do Maranhão) que detectou índices de coliformes fecais muitas vezes superiores aos recomendados pela Organização Mundial de Saúde. O problema se verifica em praias como Ponta d´Areia, São Marcos, Olho d´Água e Calhau, próximas do centro. A maré sobe ou desce a cada seis horas, um espetáculo para ser assistido de longe. Moradores bem-informados preferem a distante Araçagi para banho.

4 comentários 27 de Agosto de 2009 às 15:15 Multitour Viagens

Lençóis Maranhenses

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A natureza usou todos os seus dotes ao concluir a paisagem dos Lençóis Maranhenses: um enorme deserto de dunas entrecortado por lagoas de água doce. As lagoas, provenientes das abundantes chuvas, possuem águas cristalinas e coloridas devido à vegetação e ao solo. Nelas, habitam peixes, crustáceos e tartaruguinhas verdes, que na epóca de seca, desaparecem misteriosamente.
As dunas, com até 40 m de altura, são formadas pela ação dos ventos que sopram constantemente do mar e chegam a 70 km/h. Esses ventos fazem as dunas se movimentarem, invadindo cidades que valem a pena conhecer, como a de Barreirinhas, típico vilarejo do interior localizado à margem do Rio Preguiças.

Em Barreirinhas pode-se alugar um barco, lancha (voadeira) ou usar a barca regional (tipo gaiola) para descer o Rio Preguiça. A viagem proporciona belas paisagens : manguezais com garças, caranguejos e mergulhões, a praia do alazão (onde o vento vem trazendo as areias, soterrando os mangues e formando dunas fantásticas) e a região de vassouras (com areias e piscinas naturais).

A região ocupa 155 mil ha de área e faz parte do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, criado em 1981 para facilitar a preservação de seus ecossistemas.
O acesso ao parque, que tem 70 Km de praia, pode ser feito por via terrestre e, na estação chuvosa, pelo rio Preguiça -a partir de Atins ou de Barreirinhas.

13 comentários 15 de Julho de 2009 às 17:20 Multitour Viagens

Foto da Semana: Lençois Maranhenses, Brasil

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7 comentários 2 de Março de 2009 às 04:08 Multitour Viagens


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