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Península de Valdés

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Um grupo de sete baleias francas nada, com preguiça, a pouco metros do botinho frágil; hábil, o comandante manobra para se aproximar ainda mais de um dos machos que, em volta da fêmea, solta seu jato de água a vapor. Bastaria esticar a mão para tocar esse couro brilhante e escuro. O grupo de turistas fica em silêncio, espantado pelo espetáculo desse animal de 40 toneladas que o observa, com um único olho fora d’água; num movimento elegante, a baleia se submerge, dando tchau com sua cauda.
A apenas 1200 quilômetros da capital portenha, no setor nordeste da Patagônia argentina, a Península de Valdés é uma ótima escolha para se ver de perto a vida selvagem de pinguins, elefantes marinhos e baleias. Declarada Patrimônio Natural da Humanidad pela UNESCO em 1999, a Península é uma estrita faixa de terra árida de 35 km de longitude e visual pouco comum: salinas e deserto, íngremes falésias batidas pelo vento e as ondas de um mar azul profundo.

O período de avistagem de baleias vai de maio a outubro; é inverno e é Patagônia, mas o clima é seco e o frio, que pela noite pode atingir os 10 graus negativos, faz-se é tolerável durante o dia. A viagem começa em Puerto Madryn, cidade pujante do litoral patagônico ligada com Buenos Aires por voos diários. Dali, pega-se um ônibus até Puerto Pirâmide a pouco menos de 100 km, no Golfo Nuevo. Do pequeno povoado partem as embarcações autorizadas para acompanhar a evolução do mamíferos marinhos no seu jogo de acasalamento - a navegação é proibida pelas autoridades argentinas, para evitar perturbar os animais.

E não somente a baleia franca há na península a baleia franca. As maras (ou lebres patagônicas), guanacos, zorros, e choiques ou avestruzes patagônicas são facilmente visíveis atravessando-se a estrada. Nas costas, divisam-se pinguins, focas, lobos marinhos e orcas. Na Isla de los Pájaros, no Golfo de San José, é possível se ver uma das maiores colônias de aves marinhas do Continente.

4 comentários 8 de Setembro de 2009 às 17:24 Multitour Viagens

Maragogi - Alagoas

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A fé remove as nuvens. Em balneários como a pacata Maragogi, no litoral norte alagoano, os movimentos de moradores e turistas são ditados por dois elementos: sua excelência, o Sol, e os horários da tábua de marés. A luz forte deixa a água do mar ainda mais cristalina e realça as cores das barreiras de corais nas galés, as piscinas que são a principal atração do lugar. Se o guia do catamarã com dezenas de passageiros está garantindo que pensamento positivo traz tempo bom, então não custa obedecer quando ele pede: ‘Alegrem-se! Vocês vão conhecer um lugar belíssimo!’.

A Costa dos Corais é uma APA (Área de Preservação Ambiental) desde 1997, que abrange 135 km da costa brasileira, de Tamandaré, em Pernambuco, até Paripueira, em Alagoas. As galés de Maragogi, distantes 6 km da praia central da cidade, ficam no miolo deste rico ecossistema.

O turismo que desenvolve a economia permite o contato direto com os recifes de corais, rochas imensas, ao mesmo tempo rígidas e delicadas, formadas por organismos com esqueleto calcário. Os corais são bastante sensíveis ao aquecimento global e à poluição. Alguns cuidados são tomados para reduzir os danos à vida marinha. Nas piscinas de água rasa, é proibido usar nadadeiras e alimentar os peixes, por exemplo.

Os passeios de catamarã ou lancha para mergulhar nas galés são o carro-chefe da programação de um dia em Maragogi, em pacotes que partem de Maceió, 130 km ao sul, ou de Recife, 125 km ao norte. Se o turista deu sorte e chega num dia de maré mínima em seu ponto mais baixo, entre 0,1 m e 0,2 m de altura, ele enxerga uma paisagem fantástica: grandes extensões de recifes de corais expostos, água transparente pelos joelhos, bancos de areia onde os guias de mergulho aproveitam para jogar futebol em alto-mar.

Com a maré mais alta, entre 0,4 m e 0,7 m, em dias de correnteza forte, aumentam as dificuldades para se movimentar entre os corais e o risco de machucá-los. Em qualquer situação, é possível mergulhar com snorkel ou cilindro, este com acompanhamento de guias, a 5 metros de profundidade, o que permite enxergar pontos distantes e ainda intocados dos recifes coralinos. Peixinhos escondidos em grutas, anêmonas, corais-cérebro e algas multicoloridas.

Se o turista não levou câmara fotográfica submarina, fotógrafos-mergulhadores se oferecem para registrar as aventuras aquáticas e devolver as imagens em CDs. Com o detalhe que eles burlam a proibição de alimentar os peixes, atraindo cardumes para as fotos com farelos de comida escondidos nas pulseiras.

Graças à estrutura crescente de resorts, hotéis e pousadas, Maragogi alcançou o status de segundo pólo turístico de Alagoas, atrás apenas da capital. Estadias de alguns dias permitem visitar várias praias de águas cálidas e transparentes, menos urbanas e mais rústicas, sempre protegidas por coqueirais, como Bitingui, ao sul, e Ponta do Mangue, ao norte.

A cidade tem cerca de 25.000 habitantes. No centro, nas proximidades da praça da Igreja de Santo Antônio, cercada pelas vans que fazem o transporte dos moradores, um dos prédios mais imponentes é o da agência do Banco do Brasil. O agito social se concentra no calçadão da praia de Maragogi, área com bares, restaurantes, lojas e agências de receptivo.

No circuito off-Maragogi, impõe-se uma visita à cidade de Japaratinga, a 10 km de distância. Ali o litoral é mais recortado. No alto do morro da Biquinha, uma pousada de luxo franqueia uma vista espetacular do mar e do relevo. Na praia de Bitingui, a Vila Bitingui convida os caminhantes a descansar em redes sob coqueiros, com garçons servindo drinques, petiscos e refeições.

Japaratinga é menor do que a vizinha famosa, tem cerca de 7.500 habitantes. No centro, a agência dos Correios fica a poucos passos da igreja e da prefeitura, ambas diante da Praça das Candeias, onde os moradores se protegem do sol e vêem a vida dos outros passar, a pé ou de motocicleta, o transporte popular da cidade. O condutor usa capacete, o passageiro não.

Maragogi e Japaratinga são daqueles lugares gostosos de descobrir. São garantia de agenda lotada de boas experiências e de férias cheias de recordações.

16 comentários 27 de Agosto de 2009 às 15:02 Multitour Viagens

Tibau do Sul

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Como muitas praias do Brasil, a Praia de Pipa foi descoberta pelos surfistas. Se nos anos 80 eram eles que frequentavam a região de Tibau do Sul, no Rio Grande do Norte, hoje a praia atrai turistas com todos os gostos por oferecer um grande leque de atrações.
A 80km de Natal, existem várias opções já no aeroporto, como vans, microônibus ou até bugues. Na verdade a área da Praia de Pipa se divide em várias praias de diferentes características. Em comum, muitas características naturais. As águas são claras e mornas, e a areia branca forma muitas dunas, o que enriquece bastante a paisagem. Algumas delas têm ainda muitas palmeiras e mata atlântica.

A Praia do Madeiro é uma das mais conhecidas da região de Pipa. Cheia de turistas do Brasil e de fora, tem águas verdes bem calmas e jeitão de Caribe, margeada por uma fileira de palmeiras e falésias.

Outras duas praias famosas de Pipa são vizinhas, mas têm cara bem distintas. A Praia dos Afogados é bastante badalada. Com ondas altas, atrai mais os surfistas e fica com um ambiente mais adolescente. Colada fica a Praia do Amor, que, como o nome indica, é mais para os casais. O ambiente tranquilo acaba tornando-se mais convidativo para as famílias.

Fora as belezas naturais, a região de Pipa tem uma boa infra-estrutura para os visitantes. Não é difícil encontrar lugares que oferecem passeios de bugue, a cavalo ou que alugam equipamentos para esportes aquáticos. À noite a oferta de diversão continua, com muitos bares para todos os gostos, de música eletrônica ao tradicional forró.

59 comentários 20 de Agosto de 2009 às 15:41 Multitour Viagens

Cruzeiros no Sul do Chile

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A geleira de San Rafael é a mais famosa da Patagônia chilena, e foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Vestígio da última glaciação, é composta por camadas de gelo de mais de 30 mil anos e se estende como um braço desde o campo de gelo, a 3 mil metros de altura, para chegar até a Laguna San Rafael. Acaba numa parede de até 70 metros de altura, da qual soltam-se pedaços de gelo: são os icebergs, que flutuam na superfície da lagoa, conectada ao mar.

É pelas águas desta lagoa que se pode conhecer a geleira, no circuito atendido pela Skorpios, companhia de navegação pioneira na Patagônia chilena. Embarca-se no Skorpios I!I, navio com 55 cabines que parte de Puerto Montt, cidade de 110 mil habitantes que fica a uma hora e meia de avião de Santiago do Chile (900 km de distância), localizada no fundo de uma baía e com vista para os vulcões Osorno e Calbuco.

O cruzeiro, antes de chegar em San Rafael, visita povoados como Melinka, Puerto Aguirre e a cidade de Castro. A viagem de sete dias permite descobrir, com todo o conforto, a magia da região, incluindo a mítica ilha de Chiloé, e ainda comprar produtos do artesanato. Isso, claro, além de experimentar a rica culinária local, com variedades marinhas desconhecidas no Brasil, como um marisco vermelho denominado piure e um caranguejo gigante, a centolla. Tudo isso sempre acompanhado de vinhos acima de bons.

4 comentários às 15:01 Multitour Viagens

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