Publicações arquivadas sob América do Norte
Bariloche é legal, mas sofisticado mesmo é esquiar no Colorado, nos Estados Unidos. Dois são os centros que disputam a preferência dos fanáticos do esporte: Aspen e Vail. O primeiro é o mais famoso dos pontos de esqui no mundo. O segundo, o maior resort dos EUA, e conta com infraestrutura adequada para todos os níveis de praticantes, e muita diversão em volta. A escolha entre um e outro é difícil.
Aspen tem quatro montanhas: Aspen Mountain, Snowmass, Aspen Highlands e Buttermilk. Snowmass, que é a maior e que tem o privilégio de ser a montanha mais vertical do país, é considerada por muitos o mais bonito cenário de esqui do planeta: uma pista que atravessa um bosque de pinheiros, com montanhas majestosas como pano de fundo. No outro extremo, Buttermilk, é a menor, e local muito apropriado para crianças e principiantes. Highlands é para experts. Aspen Mountain, a mais badalada, tem uma oferta bastante diversificada. Snowmass e Aspen Mountain têm data de abertura entre o 26 de novembro e o 11 de abril, enquanto Aspen Highlands e Buttermilk abrem de 12 de dezembro a 4 de abril.
Vail, como foi dito, é o maior resort de esqui dos EUA. Possui uma excelente infraestrutura gastronômica e oferta de esportes diferenciados, como o esqui biking - misto de esqui com bicicleta. Um dos principais pontos de atração de Vail é Back Bowls, com terrenos virgens para esquiadores avançados e um entorno natural privilegiado. Keystone também faz parte do complexo de Vail e fica próximo à Floresta de Arapahoe. Lá, os praticantes de esqui e de snowboad podem explorar as diversas pistas, como a A51 Incubator, indicada para iniciantes. Steamboat, por sua vez, é a escolha preferida pelas famílias. Pistas de inclinação suave percorrem uma floresta de pinheiros, enquanto restaurantes, equipamentos de produção de neve artificial e elevadores de alta velocidade agregam atrativos ao local. E se as crianças têm um centro para aprenderem a deslizar sobre a neve, os pais podem relaxar: sistemas de localização fixados em relógios permitem acompanhar os deslocamentos da molecada.
Ainda para as famílias, Vail disponibiliza o Adventure Ridge: uma área de entretenimento com snowmobiles (motos de neve), patinagem no gelo e outras diversões. Vail estará aberta entre 20 de novembro e o 18 de abril.
26 de Outubro de 2009 às 10:32
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A apenas 16 quilômetros de São Francisco, a rodovia costeira da Califórnia emerge de uma paisagem de subúrbios residenciais e comerciais e revela o Oceano Pacífico em sua mais imponente e traiçoeira grandeza. A rodovia 1, nesse trecho da costa - bem ao norte da região de Big Sur, mais procurada pelos turistas - percorre uma densa área de eucaliptos, galga uma colina íngreme, passa por uma fenda tortuosa entre duas muralhas rochosas abruptas e emerge como uma estrada que acompanha o topo de uma crista conhecida, pelos locais, como Devil’s Slide, ou o “escorregador do diabo”.
O viajante que percorre o promontório que se projeta rumo ao oceano contempla uma linda vista das águas, 150 metros abaixo, mas precisa enfrentar uma estrada que em determinados trechos parece muito próxima do abismo, entre um paredão de rocha cinzenta e o azul do mar lá embaixo. O trecho tem pouco mais de três quilômetros, e percorrê-lo demora apenas cinco minutos, mas é um passeio espetacular. Também serve como uma clara fronteira psicológica entre a cidade e uma seção de costa que fica perto o bastante de São Francisco para constituir um subúrbio, mas ainda assim parece notavelmente intocada e silenciosa.
Visitar Devil’s Slide de carro é uma experiência que precisa ser realizada logo. Em 2011, dois túneis que no momento estão sendo escavados na montanha adjacente serão abertos ao tráfego, e a seção de estrada por sobre a crista será fechada a veículos. O condado de San Mateo planeja preservá-la como ciclovia e trilha para pedestres.
Mas os dias em que a crista servia como uma passagem assustadora e emocionante para uma viagem costeira incomum se tornarão coisa do passado.
Em julho, fiz o trajeto acompanhada por meus filhos, Timothy, 12, e Eleanor, 10, partindo do Cliff House, um bar e restaurante conhecido em São Francisco que oferece vista das ondas lá embaixo e uma loja de suvenires. Mas nosso destino na verdade era a Giant Camera, o último vestígio de um parque de diversões do século XIX que era conhecido como Playland.
Um edificação em formato de uma câmera fotográfica de 35 milímetros deitada de costas, a Giant Camera abriga uma gigantesca câmara obscura, um dispositivo óptico criado há mais de dois mil anos.
As luzes do edifício se apagam e uma combinação entre um espelho e duas lentes projeta a majestosa vista costeira que existe no exterior sobre uma mesa parabólica de dois metros de largura. Em definição cristalina, propiciada pela escuridão do interior da câmara, pudemos ver um panorama cinematográfico da costa, como se as ondas bravias, os respingos de água marinha, as focas e as gaivotas estivessem se deslocando por sobre a mesa, com um efeito quase que holográfico.
Depois disso, retomamos a estrada em direção a Devil’s Slide. A maioria dos motoristas que estão deixando as movimentadas comunidades da baía de São Francisco prefere usar as vias expressas, que ficam mais distantes da costa, mas para pessoas como eu, que empregam a rota costeira como percurso para o trabalho, o nome “Devil’s Slide” é a um só tempo eloquente e incômodo, por implicar ira imprevisível da parte da natureza. A erosão que formou o promontório não desapareceu, e a estrada é vítima de deslizamentos de terra, alguns dos quais causam interrupções prolongadas de tráfego.
Mas a área é famosa entre os moradores locais por sua beleza agreste e sua mística um tanto traiçoeira. Em Portrait in Black, um filme de suspense de 1960, o local tinha papel de destaque: Lana Turner e Anthony Quinn empurram o carro que abriga o corpo do marido morto de Turner encosta abaixo.
Perto do limite sul da crista, mas requerendo uma descida, fica a Gray Whale Cove Beach, praia que conta com número considerável de vagas de estacionamento do lado leste da estrada. Mas a necessidade de atravessar a estrada em meio aos carros para chegar ao mar nos convenceu a desistir da visita e a optar por uma parada em uma das áreas de repouso no topo da crista, da qual era possível divisar a escala e altura imponentes das montanhas locais.
A maior parte da costa da Califórnia é terra pública, e praias controladas pelo Estado oferecem amplos estacionamentos e trilhas bem conservadas ao longo da rodovia. Montara Beach, uma praia de águas tranquilas e pacíficas, é a primeira delas, depois de Devil’s Slide. No período entre novembro e abril, é possível avistar as baleias cinzentas que passam pela área em sua migração anual.
No final do século XIX, naufrágios causados por rochas marinhas pontiagudas incentivaram a construção de um farol em Point Montara, cerca de 800 metros ao sul da praia e ainda operado pela guarda costeira. Acomodações em estilo albergue estão disponíveis no complexo do farol.
5 de Outubro de 2009 às 15:34
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Pittsburgh, a cidade que recebera, na semana passada, os poderosos do mundo, é um destino turístico diferente e interessante. Antigamente conhecida como a Cidade do Aço por causa das siderúrgicas instaladas na região no século passado, é hoje sede de empresas de ponta, como biotecnologia e, especialmente, a robótica - é por isto que o jornal americano de negócios Wall Street Journal a apelidou Roboburgh.
É a segunda cidade mais populosa da Pensilvânia (só perde para a Filadélfia). Alcançou sua população máxima de 677 mil habitantes em 1950 e, desde então, o número foi caindo até atingir um número, atualmente, de de 335 mil habitantes. É um centro importante de fundações e organizações filantrópicas, como a Heinz Foundation e polo de educação superior, com destaque para o ensino de medicina.
Houve duas mudanças grandes na história da cidade: a primeira, efeito das leis contra indústrias poluidoras e do incentivo às empresas de tecnologia, conhecida como Renascença I. Os efeitos na qualidade de vida da população, em aspectos como a queda na taxa de mortalidade, foram muito grandes e ficaram claramente visíveis na década dos 70. Dez anos mais tarde, a cidade resolveu encarar uma nova reinvenção e o fez com um plano diretor que resolveu sanar o desafio do caótico trânsito urbano.
No que se conhece como Renascença II, melhorou-se o sistema de transporte público, com a construção de túneis, pontes, novas ruas e escadarias. Escadas, sim: Pittsburgh é a cidade americana com mais escadarias públicas (são cerca de 700), devido à sua particular situação geográfica. A cidade está no centro de um complexo sistema de vales fluviais, e muitos de seus bairros residenciais ficam em encostas quase inacessíveis ao tráfico motorizado. Em termos de inclinação, somente perde para San Francisco, e por isso há dois funiculares em funcionamento. Tem um dos índices de criminalidade mais baixos do país e um clima agradável (ainda que neve no inverno), é considerada uma das melhores cidades americanas para se viver.
Empresários filantropos como Andrew Carnegie, Henry Heinz e Henry Clay Frick doaram parte de suas fortunas para o desenvolvimento das artes e da cultura de Pittsburgh. Como consequência, a cidade conta hoje com uma orquestra sinfônica de nível internacional e há centros como o Benedum e o Heniz Hall, que acolhem manifestações musicais das mais diversas, sempre da maior qualidade. Talvez esta tradição musical haja influenciado a infância de uma filha célebre da terra: Christina Aguilera.
No acervo arquitetônico de artes, Pittsburgh também não está mal servida. Há o Andy Warhol Museum, dedicado a um dos nativos mais famosos, e o Museu de Arte Carnegie, com obras de Degas, Van Gogh e Monet, entre outros. Talvez a obra mais conhecida do arquiteto Frank Lloyd Wright, a Casa da Cascada está a uma hora de carro do centro. Existe também um importante museu de ciências, o Museu Carnegie de História Natural, onde se exibe uma grande coleção de dinossauros, incluindo o primeiro esqueleto fossilizado de um Tirannosaurus Rex.
Um passeio pela cidade faz descobrir também a riqueza de parques, muitos deles com instalações adequadas para a prática de esportes. O maior deles é o Schenley Park, e nele fica o Conservatório e o Jardim Botânicos de Phipps.
às 15:16
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Se quiser uma lua de mel num lugar que combine clima cálido, luxo, natureza, aventura e tranquilidade, ainda saindo do comum e com garantia de lembranças pra lá de especiais, pense no arquipélago mais famoso do Pacífico Norte. Havaí é um estado norte-americano composto inteiramente de ilhas. As oito principais são Ni’ihau, Kauai, Molokai, Maui, Kaho’olawe, Oahu, Lanai e a que dá nome ao conjunto.
A menção do arquipélago faz imediatamente pensar em surfe, mas as opções para passar momentos inesquecíveis nas ilhas são muito variadas. Você pode descobrir a maravilhosa biodiversidade subaquática, brindada pela vastidão do Oceano Pacífico: pode-se fazer snorkeling ou tomar aulas de mergulho com garrafas, e nadar com baleias e golfinhos. Na Island Divers Hawaii, a aula de mergulho com garrafas para principiantes custa U$ 69, e o aluguel de equipamento para snorkeling U$ 40.
Seria um erro perder a oportunidade de participar de um luau, festa tradicional havaiana que combina música, dança, culinária e história da cultura nativa. E, claro, o surfe. O Havaí é conhecido pela magnitude de suas ondas, mas existem também praias de ondas menores e seguras onde tomar lições de surf - uma delas é Waikiki. A aula para duas pessoas custa U$ 110.
Embarcar num cruzeiro em Oahu para assistir o sol se pondo sobre o Havaí, seguido de um jantar sob as estrelas deve ser possivelmente o que você está procurando se o que espera é romance. Para jantar a bordo do Star of Honolulu, pense em gastar a partir de U$ 75 por pessoa.
Para os mais corajosos, um vôo de parasailing sobre as águas de Oahu. Trata-se de uma vela parecida a um parapente, levantada e arrastada por uma lancha, a uma altura de mais de 150 metros. A empresa UFO Parasailing faz voos por U$ 65; já para os mais radicais, alcançar os 300 metros acima do solo vai custar U$ 75.
Luxo, conforto e mordomia os esperarão nos diversos hotéis e resorts das ilhas. Entre os de maior prestígio estão o hotel Grand Wailea, um hotel 5 estrelas na ilha de Maui; o St.Regis Princeville, que está localizado na costa Norte de Kauai; e a cadeia de Sheratons - um dos mais conhecidos deles é o Sheraton Princess Kaiualani. Trata-se de um prédio com 1152 quartos e 14 suites na praia de Waikiki.
19 de Setembro de 2009 às 11:39
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